LENZA, Elisabeth Rayle Bortucan, Graduanda em Ciências contábeis CAMARGO, Silvia Helena Carvalho Ramos Valladão de Doutora em Administração de empresasLAPINI, Paulo Alencar Mestre em Administração de empresas.
Se, por muito tempo as preocupações das empresas só estavam relacionadas com a eficiência do sistema produtivo (maior produção com menos custos e assim maior lucro), atualmente essa noção se tornou equivocada. Um dos componentes importantes para essa reviravolta foi o surgimento da consciência ecológica e a criação de leis e normas relacionadas ao meio ambiente. Em Janeiro de 2006, entrou em vigor a Norma Brasileira da Contabilidade Técnica n.º 15, cuja função principal é que as empresas adequem as informações divulgadas pelas organizações em seus ativos e passivos ambientais. Essa nova função trás mudanças significativas aos profissionais de contabilidade que certamente deverão se adequar as exigências da legislação para elaborar o balanço social divulgando informação de natureza ambiental. Então surgiu uma nova contabilidade, a ambiental e social, um ramo atual que deve ser explorado pelos antigos e novos profissionais da contabilidade, sendo considerado um tema abrangente e ainda pouco explorado pelos contadores e pelas empresas. Foi a partir da década de 90 que se passou a utilizar a contabilidade para o controle e planejamento de gastos relacionados ao meio ambiente, sendo utilizada apenas para evidenciar e mensurar ativos, passivos e custos ambientais provenientes aos métodos de produção das empresas. Kosztrzepa (2004, p.51), considera que a contabilidade ambiental será uma ferramenta gerencial útil para se tomar decisões, apresentando-se como uma forma de se avaliar o desempenho ambiental da empresa como um todo, pois conseguirá fornecer informações relacionadas as atividades da empresa que poderão prejudicar o meio ambiente e que refletirão economicamente e financeiramente no seu patrimônio. É importante ressaltar que o papel das demonstrações contábeis é fornecer informações relacionadas ao meio ambiente para os acionistas, investidores, fornecedores, financiadores e interessados, ela desempenhará a função de informá-los sobre a situação patrimonial e o resultado da empresa com a qual se relaciona, bem como sua forma de atuação em relação ao meio ambiente, seu comprometimento com a natureza e com a legislação vigente. A ausência dessas informações ou a inexistência de sua segregação pode velar o impacto decorrente de gastos ambientais pró ativos ou reativos, (RIBEIRO 1998, p.48). Portanto, é imprescindível para o bom desempenho da empresa ter um profissional atuando na área contábil ambiental, pois a evidenciação dos atos e fatos ambientais poderão gerar maior credibilidade e transparência nas informações divulgadas aos acionistas e futuros investidores.
Auditoria Ambiental Florestal
ResponderExcluirPrevenindo passivos - Gerando Lucros
Autor: Julis Orácio Felipe
Descrição :
O risco ambiental é um risco financeiro. Essa expressão reflete bem a importância da auditoria ambiental, notadamente em empresas de silvicultura, ramo industrial importante do Brasil mas muito combatido, na grande maioria das vezes injustamente. Para assegurar a todas as partes interessadas a transparência das operações é importante que tais empresas conduzam auditorias internas e externas de maneira que tenham mais uma ferramenta às mãos para geração de resultados e agregação de valor aos seus produtos. Esse livro norteia os primeiros passos na busca da redução de riscos de operação em empresas florestais.
www.clubedosautores.com.br
Realmente, mas será que as empresas brasileiras já possuem tal conscientização?
ResponderExcluirSerá que ela consegue ver o passivo como um prejuízo para elas ou acreditam que prejuízo é investir nessa área?